quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Citania de Santa Luzia em Viana do Castelo



Localizado em Viana do castelo, logo atrás da catedral de Santa Luzia, Citânia foi um povoado fortificado , com ocupação contínua entre os períodos da Idade do Ferro e Romanização e estava em uma posição geograficamente estratégica. Com um vasto ângulo de visibilidade possibilitava condições únicas de defesa, controle dos caminhos, vales , navegação marítima e fluvial. As ruínas, também conhecidas como Cidade Velha de Santa Luzia, são conhecidas desde o século XVII.  As primeiras escavações feitas por Possidónio da Silva , datam de 1876, mas o conjunto urbanístico e arquitetônico visível atualmente deve-se ao trabalho arqueológico efetuado em 1902 por Albano Belino.
De toda sua área, encontra-se apenas descoberta cerca de um terço, tendo sido destruída uma parte significativa do povoado pela construção do Hotel de Santa Luzia e as ruas de acesso.



As estruturas habitacionais encontram-se organizadas em bairros ou quarteirôes, demarcados por muros divisórios e caminhos de circulação definidos, sendo alguns lajeados. As habitações visíveis são de planta circular, com ou sem vestíbulo e retangulares. As entradas das casas estão geralmente orientadas para o sudoeste e sudeste de modo a protegê-las das águas pluviais e dos ventos. O piso das habitações é o solo natural, às vezes aproveitando a própria pedra ou rocha ou um pavimemnto de terra argilosa batida ou saibro. As lareiras e fornos em diferentes áreas do povoado,. Santa Luzia possuía três linhas de muralhas servidas por um caminho de ronda, reforçadas por fortes torrôes e dois fossos que asseguravam a defesa do povoado. O acesso às muralhas era feito por uma escadaria, ainda presente na face interna da muralha.. os hábitos alimentares e o aproveitamento dos recursos naturais  encontram-se registrados em vários textos de autores antigos, nomeadamente de Estrabão. As descrições e os vestígios existentes dos materiais são pré-romanos e apontam para uma economia pastoril e agrícola com recolocação de frutos naturais como castanhas ou bolotas.  Havia necessidade de fabricação de instrumentos e utensílios de trabalho e armamento. Em paralelo desenvolveram atividades artesanais como a cerâmica, a metalurgia, a fiação e tecelagem.

O Porto - Portugal

Tem origem num povoado pré-romano. Na época romana designava-se Cale ou Portus Cale, sendo a origem do nome de Portugal. No ano de 868, Vímara Peres, fundador da terra portugalense, teve uma importante contribuição na conquista do território aos Mouros, restaurando assim a cidade de Portucale.
Em 1111, D. Teresa, mãe do futuro primeiro rei de Portugal, concedeu ao bispo D. Hugo o couto do Porto. Das armas da cidade faz parte a imagem de Nossa Senhora. Daí o facto de o Porto ser também conhecido por "cidade da Virgem", epítetos a que se devem juntar os de "Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta", que lhe foram sendo atribuídos ao longo dos séculos e na sequência de feitos valorosos dos seus habitantes, e que foram ratificados por decreto de D. Maria II de Portugal.
Foi dentro dos seus muros que se efectuou o casamento do rei D. João I com a princesa inglesa D. Filipa de Lencastre. A cidade orgulha-se de ter sido o berço do infante D. Henrique, o navegador.
Devido aos sacrifícios que fizeram para apoiar a preparação da armada que partiu, em 1415, para a conquista de Ceuta, tendo a população do Porto oferecido aos expedicionários toda a carne disponível, ficando apenas com as tripas para a alimentação, tendo com elas confeccionado um prato saboroso que hoje é menu obrigatório em qualquer restaurante. Os naturais do Porto ganharam a alcunha de "tripeiros", uma expressão mais carinhosa que pejorativa. É também esta a razão pela qual o prato tradicional da cidade ainda é, hoje em dia, as "Tripas à moda do Porto". Existe uma confraria especialmente dedicada a este prato típico .
Desempenhou um papel fundamental na defesa dos ideais do liberalismo nas batalhas do século XIX. Aliás, a coragem com que suportou o cerco das tropas miguelistas durante a guerra civil de 1832-34 e os feitos valerosos cometidos pelos seus habitantes — o famoso Cerco do Porto — valeram-lhe mesmo a atribuição, pela rainha D. Maria II, do título — único entre as demais cidades de Portugal — de Invicta Cidade do Porto (ainda hoje presente no listel das suas armas), donde o epíteto com que é frequentemente mencionada por antonomásia - a «Invicta». Alberga numa das suas muitas igrejas - a da Lapa - o coração de D. Pedro IV de Portugal, que o ofereceu à população da cidade em homenagem ao contributo dado pelos seus habitantes à causa liberal.

Foi agraciada, em 1919, com a Ordem da Torre e Espada.

Baiona, o porto onde parou a nau Pinta

Baiona foi o primeiro porto da Europa que recebeu a notícia da Descoberta da América. No dia 1 de Março de 1493, a Caravela Pinta, comandada por Martín Alonso Pinzón, atracou nestas aguas. Com a comemoração do V Centenário dos Descobrimentos foi construída uma réplica da embarcação que permanece amarrada, para os visitantes, num dos seus molhes.
Em 1999 foi recondicionado o pequeno museu colombino que alberga a nau, dotando-a de todos os elementos da época colombina, tanto da cultura cristã como da indígena cultura Taína. Desta maneira o visitante pode contemplar a caravela tal e qual chegou a Baiona em 1493 e reviver as façanhas dos descobrimentos contemplando as figuras que representam a tripulação e os indígenas americanos, para além das reproduções dos metais, plantas, alimentos e animais exóticos encontrados no novo mundo.
As caravelas
A informação que se possui sobre este tipo de barco é escassa. O seu nome tem origem da palavra “carabo”. Foi importada do oriente pelos portugueses, que o incorporaram a vela latina (triangular).
No princípio do século XV só Portugal e Espanha utilizavam as caravelas. Os portugueses exploraram ao máximo as suas qualidades e os espanhóis copiaram-na de imediato, nascendo assim a caravela andaluza que foi evoluindo durante o citado século. Conseguiu-se um casco mais estreito, uma vela triangular à popa, uma dotação de tolda e plataforma (pequenas cobertas de popa e proa sobre a coberta principal) e substituiu-se a vela latina pela redonda ou mista, facto que lhe permitia aproveitar ao máximo os ventos e a tornou mais manejável e menos vulnerável aos golpes de mar. Além disso conseguiu-se que fosse mais estável ao baixar o seu centro de gravidade.
As caravelas se diferenciavam das naus pelo seu menor tamanho e sua ligeireza e pela ausência de castelo, cofa, vela cebadera e gávia.Hoje, exite uma réplica da Pinta que é um museu.



A caravela Pinta
Foi construída pelos carpinteiros marítimos de Palos de la Frontera e era propriedade de Cristóbal Quintero e Gómez Rascón, vizinhos daquela vila, a quem a comandou. O seu nome parece dever-se ao facto de ter pertencido à família Pinto, também de Palos. A Pinta era a mais veleira das três naus colombinas e com frequência tinha que esperar pelas outras duas durante a histórica viagem, devido também aos dotes do capitão Pinzón. No dia 8 de Outubro em luta para chegar em primeiro lugar na descoberta das novas terras, alcançou uma velocidade de 15 milhas por hora (12 milhas/hora actuais), superior à que se pode alcançar hoje em dia com um navio mercante de vapor médio.

domingo, 12 de agosto de 2012

Aveiro



 Aveiro, conhecida como a "Veneza de Portugal" e durante algum tempo chamada de "Nova Bragança"[2], é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Aveiro, na Região Centro.
Em finais do século XVI, princípios do século XVII, a instabilidade da vital comunicação entre a Ria e o mar levou ao fecho do canal, impedindo a utilização do porto (veja Porto de Aveiro) e criando condições de insalubridade, provocadas pela estagnação das águas da laguna, causas estas que provocaram uma grande diminuição do número de habitantes - muitos dos quais emigraram, criando póvoas piscatórias ao longo da costa portuguesa - e, consequentemente, estiveram na base de uma grande crise económica e social. Foi, porém e curiosamente, nesta fase de recessão que se construiu, em plena dominação filipina, um dos mais notáveis templos aveirenses: a igreja da Misericórdia.
Em 1759, D. José I elevou Aveiro a cidade, poucos meses depois de ter condenado por traição, ao cadafalso, o seu último duque, título criado, em 1547, por D. João III. Por essa razão, e a pedido de algumas pessoas notáveis da cidade, à nova cidade foi dado o nome de Nova Bragança em vez de Aveiro, por Alvará Real de 11 de Abril de 1759. Com a queda do poder do Marquês de Pombal, após D. Maria I se tornar rainha em 1777, logo esta mandou voltar a cidade à sua anterior designação.
 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012